27 de março de 2024
Por Orlando Teixeira, Intermediário de Crédito MaxFinance Portugal D. Afonso Henriques foi o primeiro grande empreendedor português! Conquistou grande parte do território de Portugal, alcançou a sua independência e tornou-se o nosso 1º Rei. Era corajoso, lutador, resistente e persistente na concretização dos seus objetivos. Para atingir estes objetivos - conquistar o máximo de território e a independência (em 1.143) -, pautava a sua conduta com base em valores sólidos, executou a sua missão com mestria, e tinha uma visão para Portugal que os seus sucessores prosseguiram. Outro grande empreendedor, na primeira metade do século XIV, foi o Infante D. Henrique que durante 45 anos, como um verdadeiro “gestor de projetos”, promoveu a Expansão Marítima da Coroa de Portugal. Nas palavras de Camões “se mais mundo houvera, lá chegara”. Apenas para citar outro empreendedor fascinante, criador de um grande grupo económico: Alfredo da Silva, foi um visionário à frente do seu tempo. A CUF (Companhia União Fabril), nasceu no final do século XIX e expandiu-se em várias áreas de negócio. Quando trabalhei na Tabaqueira em 1986 (uma das empresas do império CUF criada em 1927), colegas mais antigos ainda recordavam o saudoso Alfredo da Silva pela sua obra magnífica e, especialmente, pela forma humanista com que liderava e criava condições de bem-estar para os todos os colaboradores. A CUF evoluiu para o Grupo José de Mello dos dias de hoje, mantendo-se a marca CUF na saúde, com uma vasta rede de hospitais (1º hospital inaugurado em 1945). Já são 125 anos de história, rica em empreendedorismo. Traços comuns destes exemplos de empreendedores, são o acreditar firmemente num projeto para o qual existiu/existe uma visão, ou seja, o que se pretende alcançar no futuro a longo prazo. Criar uma nação, expandir essa nação pelos quatro cantos do mundo ou criar um grupo económico, são um legado que perdura no tempo, apesar dos ciclos que vão surgindo, alguns, extremamente adversos. Após uma longa carreira nos Grupos FIAT e SAG (Soluções Automóvel Globais), ligada a marcas como a Fiat, Lancia, Audi e a Skoda, sempre desempenhei as minhas funções com um espírito empreendedor, procurando “fazer mais, de forma diferente, e melhor”. A inovação, tão bem promovida pelo célebre Peter F. Drucker no seu livro “Inovação e Espírito Empreendedor: Prática e Princípios”, sempre foi uma prática sistemática para conseguir a diferenciação (saltar fora do “herd behaviour”) e chegar mais longe na realização de projetos/objetivos. Hoje, a Maxfinance é um novo desafio, pois a intermediação de crédito ainda é uma atividade económica pouco conhecida (regulada recentemente), mas de elevado valor acrescentado para a sociedade. É um grande empreendimento que visa promover a melhoria da literacia financeira das pessoas e famílias, na gestão das suas finanças, na relação com o sistema bancário, com as suas necessidades de financiamento e a gestão desses créditos. É uma área complexa que necessita de especialistas disponíveis para apoiar as pessoas de forma imparcial e transparente, proporcionando a melhoria do seu bem-estar e das suas finanças pessoais. Assim, sendo a intermediação de crédito um empreendimento dos tempos modernos, um passo inovador no sistema financeiro, precisa de empreendedores para levar a cabo esta missão tão importante. Imagem, reputação, credibilidade, confiança, são pilares que estão a ser construídos de raiz, num empreendimento que se pretende sólido, com o apoio de organizações experientes como a Maxfinance Portugal, que está a criar uma rede de intermediários de crédito para responder a este novo desafio. Mas o sucesso desta área emergente, terá de seguir necessariamente o exemplo de grandes empreendedores, protagonizado pelos empresários/intermediários de crédito para alcançar os objetivos preconizados. O empreendedorismo, quando se questionam empreendedores, em síntese, traduz-se em visão, desafio, resiliência, criatividade, crescimento, inovação, estratégia, liberdade, felicidade. Quanto ao seu impacto na sociedade, “um projeto de empreendedorismo só faz sentido se trouxer algo de inovador e relevante aos mercados, sendo reconhecido pelos seus clientes/consumidores como tal. Isso significa também aportar um valor diferenciado de produtividade e aumentar o nível e qualidade de vida e bem-estar daqueles que são impactados.” Gera emprego, mais oportunidades de negócio e desenvolvimento económico. Pretende-se também “aumentar a satisfação dos colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros, criando um círculo virtuoso win-win.” No que respeita ao sentimento do empreendedor na realização dos projetos, este traz “felicidade de ver germinar mesmo que seja uma pequena percentagem das sementes lançadas à terra!”. Outros empreendedores, referem sentimentos de satisfação com a conquista, com o orgulho, com o ser reconhecido, ser uma referência no mercado, atingir a autorrealização e realização profissional dos colaboradores. Em suma, as sociedades têm evoluído com o génio e o esforço dos empreendedores, quer sejam políticos ou empresários, quer sejam colaboradores em empresas de maior ou menor dimensão, imprimindo uma dinâmica de querer “fazer mais e melhor”, com valor acrescentado em termos económicos e de satisfação pessoal e organizacional. Ao longo da vida vamos viajando na curva da experiência, “bebendo” conhecimento na relação eclética e interdisciplinar com pessoas dos mais diversos quadrantes, com uma multiplicidade de personalidades, muitas vezes, complexas. Os 4 Ases do título deste artigo, são uma simbologia que retratam bem o caminho para o sucesso ou para o falhanço, se as suas variáveis forem descuradas. Há que potenciar os aspetos positivos e minimizar os negativos inerentes de cada um dos Ases. Vamos lá então usar os 4 Ases como Fórmula de Sucesso do Empreendedor! Ás de Espadas: A ção e S ucesso. Utilizar este Ás, significa ter ideias, ser criativo, definir um projeto devidamente estruturado e saber implementar as ações com know how, competência e liderança, conducentes à realização bem-sucedida dos objetivos. Á s de Paus: A mizade e S olidariedade. Devemos cultivar excelentes relações com as partes envolvidas, desenvolvendo laços de amizade a montante e a jusante. Devemos ser solidários, generosos e humildes, para promover a interajuda dentro da organização e passar esse espírito para fora, a clientes, a parceiros e ao mercado. Á s de Copas: A mor pelo S erviço ao cliente. Ter amor/paixão pelo que fazemos, pela área em que trabalhamos e transmitir essa emoção no serviço que prestamos ao cliente. É sermos autênticos e genuínos. Os resultados poderão ser excelentes, com o reconhecimento do cliente, a sua satisfação e, consequentemente, a sua recomendação. Á s de Ouros: A titude e S uperação. Ter uma atitude positiva, ser otimista, estar fortemente motivado e contagiar as pessoas que nos rodeiam, é a chama que nos leva aos nossos limites. Quando julgamos que já atingimos esses limites, em certas situações, conseguimos superá-los, chegando cada vez mais longe. O desporto está cheio de exemplos: recordo apenas o alpinista João Garcia que escalou as 14 montanhas mais altas do mundo. Extraordinário!